Sexta-feira, Novembro 26

Reflexões sobre o Rio de Janeiro

Pela primeira vez na História, forças de segurança estaduais e federal estão atuando contra o tráfico de drogas, subindo em favelas. O fato, inédito por sinal, gera certa apreensão, potencializado com a atuação da imprensa. Jornais de várias partes do mundo, trouxeram em suas primeiras páginas, a onda de violência no Rio de Janeiro como notícia.
O que se observa de forma também inédita, é o fato da população estar colaborando mais que o habitual. A número de chamadas do disque-denúncia do Rio triplicou. É a luta do bem contra o mal, como quer boa parte da imprensa e da populãção.
Por outro lado, dezenas de inocentes foram feridos na guerra que não participam diretamente. Pagam pelo fato de serem pobres apenas e não terem outra opção de moradia. Aí também se configura uma espécie de luta do bem contra o mal, do rico contra o pobre, do explorador e do explorado. O indivíduo tem maiores possibilidades de morrer num confronto entre a polícia e a criminalidade a partir do momento que nasce. Depois, e somente depois de interpretar e entender como funcionam as coisas no sistema em que vive, é que a pessoas está pronta para tomar decisões em sua vida. O Estado brasileiro entende que este momento é quando o indíviduo completa 18 anos. Eu particularmente penso diferente. Seria ideal se a maioridade fosse considerada depois que indivíduo tivesse acesso a educação de qualidade, saúde pública ampla e irrestrita, habitação decente, e se possível até um carro na garagem, como gosta de criticar o egiptólogo Luis Carlos Prates, ultra-reacionário do PIG de Santa Catarina.
O problema é que o elefante branco com tetas vermelhas chamado Estado não garante esses direitos fundamentais garantidos em Lei. Nem por iniciativa política e muito menos econômica. O campo econômico deve prevalecer irretocável, usurpador como sempre e o campo político fisiológico, alternando apenas a vez de mamar.
Enquanto os partidos políticos não representam nem de perto o que os brasileiros esperam (em especial aqueles inocentes que morrem em conflitos violentos, consequência da desatenção do Estado com seu povo), os políticos, verdadeiros gestores da vida coletiva, estão mais preocupados em dilapidarem e arrebentarem com a sociedade, pois colocam seus interesses acima de tudo. Sem excessão.
É a política configurada no século XXI, mantendo a mesma lógica de sempre. Poucos gerenciando muitos. O problema portanto, é também fisiológico, do ponto de vista histórico, onde vemos gerações e gerações (muitas vezes com o mesmo sobrenome) se degladiando para viver daquilo que deveria ser a Res Publica.
Enaquanto isso meus amigos, não estanhem episódios cada vez mais violentos em sua TV. As drogas permearam todas as camadas sociais. De advogado de goleiro a médico. Os negrinhos que estão morrendo nas favelas cariocas, são só mais uns negrinhos. Tanto o médico quanto o advogado podem pagar por segurança privada e pela vida. Os negrinhos favelados é que se aguentem por um problema que não é da elite brasileira.

7 comentários:

Anônimo disse...

gozado esse blogueiro comunica o problema do rio , mas o e problema serio da guarda de londrina nem uma palavra , até o barbicha secretario ja voltou a postar e defender ao HBN , e esse blogueiro faixa branca nem uma colocação sera que isso não ofende ao londrinense ?

Renato Ciconet disse...

Caro anônimo, se não percebeu agora só posto notícias que quero e não as que estão ligadas ao tabuleiro político de Londrina ou qualquer outra cidade. Isso já tem outras pessoas que o fazem, e muito bem por sinal.
Obrigado por frequentar este espaço.

Almir Escatambulo disse...

Caro amigo Renato

Eu até concordo com o seu texto, mais pela primeira vez na vida devo dizer que a ¨luta de classes¨ deve ser descartada. Embora eu pense que ela seja o motor de tudo isso, afinal de contas como diria o nosso amigo Hobbes ¨o estado falhou e retornamos ao estado de guerra¨. Mais, a guerra está sendo necessária para que o estado retorne o controle, caso contrario teríamos uma guerra civil.

Devo dizer que, vai haver mortos e feridos, mais acho que a policia, exercito, marinha, seja lá quem for precisa ¨meter bala em todo mundo¨, para que realmente possamos resolver essa doença que é o trafico de drogas, pois as medidas que foram tomadas até então nada resolveram, simplesmente, pioraram a sangria...


Bom com relação ao comentário do anônimo, eu até concordo com ele em parte mais acho que ele deveria dizer isso para os responsáveis, não para você, afinal até onde eu saiba não foi você que contratou a guarda municipal, não é verdade?

Pois é...

Renato Ciconet disse...

Almir, penso que o caminho da descriminalização das drogas também seria uma opção. De certa forma também seria o Estado "tomando território" dos traficantes, porém sem derramamento de sangue. Todavia, o problema se originou sim na luta de classes, isso é inegável.

Anônimo disse...

Blogueiro:

Nao acho que vc deva parar de escrever sobre politica, apenas escolha melhor os parceiros politicos.
Pessoas estas que sejam de carater, que haja reciprocidade profissional.

A Culpa não é do PDT, mas sim quem o compoe, principalmente o asno mor de Londrina.

Anônimo disse...

Seria bom tambem vc residir em Londrina, de longe num dá.

Anônimo disse...

Engraçado estes anônimos "apitando" na sua vida, hein blogueiro? Você de ve isso...ou faça aquilo...moro ali...aqui...